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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Crônica: 1° dia de aula


  Acordei às 8:00 da manhã com aquela sensação de borboletas no estômago e aquele questionário de: "como será que vai ser meu 1º dia de aula num colégio novo?"
 O sentimento de ansiosidade esteve presente desde a noite passada, e a possibilidade de passar, não aconteceu! Pelo contrário. 
  Abri as cortinas do meu quarto e meus olhos contemplaram uma chuva franzina e constante, que de certa forma me deixou um pouco preocupada. De baixo do chuveiro quentinho e com gotas rolando pelo corpo, pedi a Deus que ele cuidasse de mim e que abençoasse meu dia, o incrível é que ele sempre ouve minha voz.
  Perambulando pela casa, decidi checar pela milésima vez a minha mochila para ver se tudo estava em ordem. A partir daí, parecia que a hora não tinha trava, ela começou a correr que nem uma criança desesperada pra saborear um doce. Chega de suspense! Assim eu falei enquanto levantava em direção do meu guarda-roupa para fazer a primeira prova do uniforme. Ficou perfeito! Tamanho adequado, comportado e com o emblema da minha 3ª casa, a escola.
  Coloquei alguns acessórios para deixar o look diferenciado dos outros 1500 alunos e fiz uma make básica com cara de: "Estou linda, mas não estou maquiada".
  Tudo estava em ordem e correndo bem, até que um leve medo passou pela minha cabeça da possibilidade de perder o ônibus. Mais uma vez, chequei os horários e Deus me acalmou na mesma hora.
  Poderia estar escrevendo tudo isso quando chegasse da escola, mas preferi contar precisamente agora que as ideias estão fresquinhas na memória.
  Sentada na cama, em frente da janela úmida do meu quarto, observando o céu branquinho e nublado acompanhado da chuva, estou escrevendo o texto no bloco de notas do celular. 
  Agora vou me preparar para colocar os pés fora da minha casa, fora do "meu mundo" e pegar o ônibus para entrar numa verdadeira viagem de mudanças e portas abertas na minha vida.
  São precisamente 13:04 da tarde e faltam 26 minutos para começar minha aula. A expectativa está grande e as borboletas continuam remexendo no meu estômago. Mas vou contar pra vcs como cheguei aqui!
  Saí de casa e peguei o ônibus com medo de chegar no destino que eu precisava. Minha aparência confiante exteriormente, camuflava o medo que estava sentindo. Acho que ainda não contei pra vcs que tenho que pegar 3 ônibus pra chegar no colégio, não é? Pois é! De baixo de alguns chuviscos que deixavam lentamente meu cabelo com frizz, eu caminhava apressadamente até ao primeiro ponto.
  Lá uma senhora me abrigou de baixo do guarda-chuva, o que foi um verdadeiro conforto pra mim. No segundo ponto me desesperei, pelo simples fato de eu não saber precisamente onde ir. Tentei me acalmar e procurei uma solução! Fui na direção de uma senhora da minha altura, com cabelos loiros, sorriso no rosto e uma simpatia sem fim. Sim, eu acredito que foi um anjo enviado por Deus pra me guiar, pois ela me levou até o destino onde eu precisava.
  Cheguei no colégio sem rumo e sem direção, com o objetivo de procurar o nº da minha sala, já abraçada da sensação de alívio e conforto. Agora estou aqui, sentada num murinho completamente sozinha, com uma leve briza dando tapinhas nas minhas costas, compartilhando e desabafando com vcs.
  Estou em frente da minha sala faltando apenas 1 minuto para mim enfrentar as meras observações e as tradicionais apresentações. Bateu o sinal!
  São 14:00 agora e eu estou dentro da sala, que não está muito cheia, sentada no primeiro lugar em frente da carteira dos professores.
 Passei pela barreira da apresentação e vcs devem estar perguntando como eu estou escrevendo dentro da sala de aula. É porque estou sem professor e eles permitem mexer no celular quando não estamos em atividade escolar, (o que é muito bom).
  Com apenas 4% de bateria, me obriga a parar de escrever, mas depois continuo......

 Graças a Deus encontrei minha amiga no intervalo e aquela sensação de "estou me sentindo um peixinho fora d'água", passou!
  As aulas terminaram e eu tive que enfrentar um ônibus lotado, o que me fez sentir uma "sardinha enlatada", mas na companhia de 3 pessoas conhecidas tudo se tornou diversão.
  Cheguei em casa toda molhada da chuva e tomei um banho quentinho. Cheguei e cheguei chorando pelo alívio de estar na minha casa, pelo dia tenso, massante, estressante e pela falta que ele está me fazendo.
  Mas agora está tudo bem e estou feliz de ter terminado a história do meu primeiro dia de aula. Vc gosta de livros e literatura??? Eu amo e esse tipo de texto me prende. Adoro ler histórias criativas, mas também adoro escreve-las. Com isso tudo aprendi que um dia não dá mais para eu ficar na minha "bolha de proteção" e é a partir daí que eu tenho que crescer.
  É aqui que minha vida começa.......
  

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